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Passam o tempo a dizer-nos que isto não anda tudo ligado. Mas para o artista e músico Nástio Mosquito e para o jornalista e crítico Vítor Belanciano, o público e o privado, a economia e a política, a arte e a vida, a academia e a rua, a zanga e a alegria

Latest Episodes

Bater na bola é fácil

Bater no universo do futebol não é complicado. É um alvo muito fácil. Grosseiro, em muitos aspectos, com zonas sombrias e imensa gritaria e intrigas. O difícil é gostar de futebol, sem os clubismos, privilegiando o jogo dentro de campo para lá das camisolas e a forma como ele também pode ser expressado fora dele. Esses, os que gostam realmente dos jogos de futebol, do sim em vez do não, da beleza em vez da fealdade, não têm espaço de representação nos programas de TV. É como se não existissem. Este é o 18º Catinga, programa semanal, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta. Catinga é isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

22 MIN2018 JUN 5
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Bater na bola é fácil

Parece mentira! E provavelmente é

Mentiras há muitas, as misericordiosas, as consentidas, as maldosas, as políticas ou aquelas que pregamos a nós próprios. Condenamos a mentira, mas todos as produzimos de vez em quando, ao mesmo tempo que quem diz a verdade a toda a hora, seja lá o que isso for, é percebido, no mínimo, como indelicado. É mentira? Este é o 18º Catinga, programa semanal, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta. Catinga é isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

18 MIN2018 MAY 21
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Parece mentira! E provavelmente é

O mundo divide-se entre quem dança e quem fica a olhar

Em geral, em Portugal, parece dançar-se pouco. Gostamos de ir a festas, mas para ver o ambiente. Não nos envolvemos. O corpo não mente. Talvez por isso tenhamos receio sobre o que ele pode dizer acerca de nós próprios. É comum ouvir-se dizer que a dança e a música induzem à alienação. E no entanto dançar é actividade, convida à interacção em lugares públicos, é um dos últimos vestígios de um tempo onde se participava em festividades comunitárias. De uma só vez, potencia a liberalização individual, convida à transcendência e é expressão de sociabilidade. O mundo divide-se entre quem dança e quem fica a olhar.Este é o 17º Catinga, programa semanal, deNástio MosquitoeVítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta.Catingaé isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

22 MIN2018 MAY 15
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O mundo divide-se entre quem dança e quem fica a olhar

Museu, diz-me como te chamas e dir-te-ei quem és

No programa eleitoral de Fernando Medina, eleito presidente da câmara de Lisboa, contemplava-se um museu dedicado à expansão portuguesa, existindo neste momento um debate no espaço público sobre que nome adoptar. Museu das Descobertas, dos Descobrimentos, ou da interculturalidade de Origem Portuguesa, são algumas das propostas, sobre as quais não existe consenso. Há quem argumente que adoptar qualquer uma dessas designações é assumir uma percepção da realidade eurocêntrica. Do outro lado desvaloriza-se o assunto, com o fundamento de que tudo não passará de mais um episódio do politicamente correcto. Será mesmo assim?Este é o 16º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, deNástio MosquitoeVítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta.Catingaé isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através d...

16 MIN2018 MAY 1
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Museu, diz-me como te chamas e dir-te-ei quem és

Como foram as férias? Uma canseira!

Este é o 16º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, deNástio MosquitoeVítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta.Catingaé isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

-1 s2018 APR 23
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Como foram as férias? Uma canseira!

Saber pedir desculpa

Há quem diga que nunca se arrependeu de nada. O que dá que pensar. Se não deixaram nada para trás, se não têm uma falha por preencher, que aprendizagens tiveram, que frustrações geriram, a que superações se entregaram? Por vezes é na partilha das falhas, e não do sucesso, que nos encontramos com os outros. Para isso é preciso saber pedir desculpa, perceber se faz ou não diferença ou se é ou não apropriado. Pode não curar, mas pode ajudar a sarar. E isso tanto se aplica nas relações intersubjectivas a dois como nas relações diplomáticas entre países.Este é o 15º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta. Catinga é isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

22 MIN2018 APR 17
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Saber pedir desculpa

A distracção da corrupção

Há uma década o Brasil parecia afirmar-se como país farol para o mundo. Agora os problemas avolumam-se. Cresce a violência, as desigualdades sociais e a democracia é cada vez mais musculada. A percepção geral, o que se discute, é a corrupção política, identificada como o grande problema naquele país, como se constata agora com a prisão de Lula da Silva [este podcast foi gravado antes desses acontecimentos]. Mas será mesmo assim? Claro que a corrupção deve ser censurada e julgada. Mas até que ponto o foco excessivo em torno da personalização da corrupção não nos distrai do essencial, servindo para que as grandes intermediações financeiras ou os conflitos e desigualdades sociais se tornem secundárias? Não estaremos a assistir a uma inversão de perspectivas e prioridades? Este é o 14º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria faze...

21 MIN2018 APR 10
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A distracção da corrupção

Relações ou ralações à distância?

Há cada vez mais gente a viver longe dos parceiros, dos amigos ou dos familiares, com países ou continentes a separá-los, ou porque trabalham em contextos distintos, ou cada vez mais, porque se conheceram na internet. Essa tendência crescente para encontros no espaço virtual desvincula-nos do espaço e tempo, acontecendo em qualquer sítio, a qualquer hora. Tanto as relações próximas como à distância têm defensores. Demasiada proximidade perturba a relação, numa alusão aos rituais do quotidiano, dizem uns, mas um dos riscos da distância é criar-se uma imagem idealizada do Outro. Como é que ficamos? Este é o 13º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano.

25 MIN2018 APR 2
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Relações ou ralações à distância?

A falácia da criatividade

Hoje não existe anúncio de emprego para empresas ou instituições que não tenha um item a proclamar que se privilegiam pessoas criativas, com capacidade inovadora e ideias fora da caixa. E se o mercado quer é sintomático que surjam cada vez mais pessoas apresentando-se com esse perfil. Resta saber se o que temos hoje em dia não é a romantização dessas noções e sua apropriação superficial, através da retórica que as envolve. É que a maior parte das pessoas, empresas ou instituições tem dificuldade em lidar com indivíduos realmente criativos. Se o forem realmente é certo que irão gerar incertezas. Não serão muito fáceis de enquadrar. Terão um espírito independente e critico. E necessitarão de tempo.

20 MIN2018 MAR 26
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A falácia da criatividade

Lençóis lavados no Barreiro

A conversa foi solta. Um queria falar de coisas boas, o outro não estava para aí virado. Começamos com coisas simples, a sensação de nos deitarmos em lençóis lavados, torradas em pão alentejano pela manhã, dar um gole de cerveja ao final do dia, encontrar no bolso uma nota perdida ou dar uma boa notícia a alguém de que se gosta e acabámos no Barreiro, na forma como a reinvenção pessoal se toca com a reinvenção urbana. Por vezes não o conseguimos ver, mas está lá tudo. Às vezes é como o arquitecto que vai ver uma casa em ruínas. Onde uns vêm apenas entulho, ele consegue visualizar o potencial que está ali. A possibilidade do amor, bem como o engenho dos seres humanos, acontece onde tem de acontecer. Às vezes basta saber ver, projectar e fazer acontecer.Este é o 11º Catinga, programa semanal, todas as segunda-feiras, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma real...

22 MIN2018 MAR 20
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Lençóis lavados no Barreiro

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Bater no universo do futebol não é complicado. É um alvo muito fácil. Grosseiro, em muitos aspectos, com zonas sombrias e imensa gritaria e intrigas. O difícil é gostar de futebol, sem os clubismos, privilegiando o jogo dentro de campo para lá das camisolas e a forma como ele também pode ser expressado fora dele. Esses, os que gostam realmente dos jogos de futebol, do sim em vez do não, da beleza em vez da fealdade, não têm espaço de representação nos programas de TV. É como se não existissem. Este é o 18º Catinga, programa semanal, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta. Catinga é isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

22 MIN2018 JUN 5
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Parece mentira! E provavelmente é

Mentiras há muitas, as misericordiosas, as consentidas, as maldosas, as políticas ou aquelas que pregamos a nós próprios. Condenamos a mentira, mas todos as produzimos de vez em quando, ao mesmo tempo que quem diz a verdade a toda a hora, seja lá o que isso for, é percebido, no mínimo, como indelicado. É mentira? Este é o 18º Catinga, programa semanal, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta. Catinga é isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

18 MIN2018 MAY 21
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O mundo divide-se entre quem dança e quem fica a olhar

Em geral, em Portugal, parece dançar-se pouco. Gostamos de ir a festas, mas para ver o ambiente. Não nos envolvemos. O corpo não mente. Talvez por isso tenhamos receio sobre o que ele pode dizer acerca de nós próprios. É comum ouvir-se dizer que a dança e a música induzem à alienação. E no entanto dançar é actividade, convida à interacção em lugares públicos, é um dos últimos vestígios de um tempo onde se participava em festividades comunitárias. De uma só vez, potencia a liberalização individual, convida à transcendência e é expressão de sociabilidade. O mundo divide-se entre quem dança e quem fica a olhar.Este é o 17º Catinga, programa semanal, deNástio MosquitoeVítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta.Catingaé isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

22 MIN2018 MAY 15
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Museu, diz-me como te chamas e dir-te-ei quem és

No programa eleitoral de Fernando Medina, eleito presidente da câmara de Lisboa, contemplava-se um museu dedicado à expansão portuguesa, existindo neste momento um debate no espaço público sobre que nome adoptar. Museu das Descobertas, dos Descobrimentos, ou da interculturalidade de Origem Portuguesa, são algumas das propostas, sobre as quais não existe consenso. Há quem argumente que adoptar qualquer uma dessas designações é assumir uma percepção da realidade eurocêntrica. Do outro lado desvaloriza-se o assunto, com o fundamento de que tudo não passará de mais um episódio do politicamente correcto. Será mesmo assim?Este é o 16º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, deNástio MosquitoeVítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta.Catingaé isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através d...

16 MIN2018 MAY 1
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Este é o 16º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, deNástio MosquitoeVítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta.Catingaé isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

-1 s2018 APR 23
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Há quem diga que nunca se arrependeu de nada. O que dá que pensar. Se não deixaram nada para trás, se não têm uma falha por preencher, que aprendizagens tiveram, que frustrações geriram, a que superações se entregaram? Por vezes é na partilha das falhas, e não do sucesso, que nos encontramos com os outros. Para isso é preciso saber pedir desculpa, perceber se faz ou não diferença ou se é ou não apropriado. Pode não curar, mas pode ajudar a sarar. E isso tanto se aplica nas relações intersubjectivas a dois como nas relações diplomáticas entre países.Este é o 15º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria fazem parte da mesma realidade que é possível tentar apreender por inteiro, pensando nela em voz alta. Catinga é isso. Uma hipótese de transfigurar a realidade através das conversas.

22 MIN2018 APR 17
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Há uma década o Brasil parecia afirmar-se como país farol para o mundo. Agora os problemas avolumam-se. Cresce a violência, as desigualdades sociais e a democracia é cada vez mais musculada. A percepção geral, o que se discute, é a corrupção política, identificada como o grande problema naquele país, como se constata agora com a prisão de Lula da Silva [este podcast foi gravado antes desses acontecimentos]. Mas será mesmo assim? Claro que a corrupção deve ser censurada e julgada. Mas até que ponto o foco excessivo em torno da personalização da corrupção não nos distrai do essencial, servindo para que as grandes intermediações financeiras ou os conflitos e desigualdades sociais se tornem secundárias? Não estaremos a assistir a uma inversão de perspectivas e prioridades? Este é o 14º Catinga, programa semanal, todas as segundas-feiras, de Nástio Mosquito e Vítor Belanciano, onde público e privado, sociedade e política, arte e vida, zanga e alegria faze...

21 MIN2018 APR 10
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25 MIN2018 APR 2
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20 MIN2018 MAR 26
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Lençóis lavados no Barreiro

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22 MIN2018 MAR 20
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