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Momento Odontologia - USP

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O Momento Odontologia leva informações sobre a saúde da boca e a preservação dos dentes, sempre fundamentadas no conhecimento científico produzido na Universidade de São Paulo.

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Momento Odontologia #78: Estresse causado pela pandemia pode trazer problemas para a mandíbula

A Disfunção Temporomandibular, também conhecida como DTM, não é muito comum ao público em geral, mas pode trazer uma série de problemas na região mandibular, aquela que fica na face e é uma das responsáveis pelo movimento da nossa boca. Além disso, a pandemia de covid-19 pode ter uma ligação direta com essa condição, além de prejudicar e trazer problemas para os movimentos da mandíbula. É o que conta o pesquisador Fernando Rodrigues de Carvalho, do Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no Momento Odontologia desta semana. “A DTM tem forte associação com estresse e, neste momento de pandemia, em que estamos sob forte estresse, seja por medo ou por insegurança quanto ao contágio, ou até mesmo por questões sociais, com perda de emprego e renda, isso pode ocasionar um aumento na tensão muscular, na região da face, ocasionando a dor”, destaca Carvalho. Entre os sintomas presentes na DTM estão a dor na face, ou na região da articulação temporomandibular, que faz a conexão da mandíbula com a cabeça; dificuldade e dor na abertura da boca; crepitação, que é a sensação de ter areia nessa articulação; dores na lateral da cabeça frequentes e a dificuldade na mastigação. O professor ressalta que “existem vários fatores que ocasionam a disfunção temporomandibular”. Um dos motivos seria um trauma direto na região da articulação. Fatores emocionais, como estresse, ou sistêmicos, como uma artrite reumatoide, também podem ocasionar o problema. Além disso, o professor ressalta como possível fator hábitos parafuncionais, como o bruxismo. Mas ele alerta que uma doença é diferente da outra. “A pessoa que tem bruxismo não necessariamente tem DTM”, frisa. A DTM pode trazer algumas consequências para o paciente, como a diminuição na capacidade de realizar atividades, como mastigação, deglutição e fonação. “Mas, além disso, ela ainda prejudica na qualidade do sono, diminui a capacidade laboral, ocasionando um quadro depressivo, diminuindo a qualidade de vida”, alerta Carvalho. Para evitar a doença, o professor destaca que o importante é ter uma vida saudável, controlando o estresse e tendo hábitos saudáveis de alimentação, além de praticar exercícios físicos e ter boa qualidade e tempo de sono. Por ter vários fatores que podem ocasionar o problema, também existem vários tipos de tratamento, “isso vai depender do tipo da Disfunção Temporomandibular que o paciente apresenta”, ressalta o professor. Entre os tratamentos mais populares estão o uso de relaxantes musculares, a terapia comportamental cognitiva, que ajuda a diminuir o estresse, o uso de placas interoclusais, que são placas que ficam entre os dentes, e a terapia a laser. Para Patrícia Moreira de Freitas, professora do Departamento de Dentística e coresponsável pelo Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da FO-USP, o uso de laser é um dos mais recomendados. É que, “com essa fonte de luz, nós conseguimos realizar a terapia de fotobiomodulação, capaz de promover analgesia, modulação de processo inflamatório e acelerar o processo de cicatrização”, destaca ela. Por conta disso, o paciente apresenta menos dor e também aumenta e melhora a amplitude dos movimentos de mandíbula. A terapia por laser é oferecida tanto no serviço público quanto no privado, mas a professora destaca que “é importante entender que ela não pode ser feita de forma isolada, mas, sim, associada a outras abordagens na DTM”. Ouça este episódio do Momento Odontologia na íntegra no player acima. Momento Odontologia Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) Edição Sonora: Gabriel Soares Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda-feira, às 8h05 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para And

7 min1 d ago
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Momento Odontologia #78: Estresse causado pela pandemia pode trazer problemas para a mandíbula

Momento Odontologia #77: Uso de laser na odontologia pode ajudar pacientes oncológicos

O laser está cada vez mais presente em várias áreas da saúde e para diversas finalidades, inclusive na odontologia. Ele pode ser usado no clareamento dos dentes, cicatrização, cirurgias e até mesmo como forma de prevenção da mucosite, causada em pacientes oncológicos que estão fazendo tratamento de quimioterapia ou radioterapia na cabeça ou pescoço. “Eles são divididos em laser de alta intensidade, que são lasers cirúrgicos, que agem pelo calor, e os lasers de baixa intensidade, que aceleram o metabolismo das células no local irradiado e não agem pelo calor”, resume a professora Carla Damante, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, ao podcast Momento Odontologia. Ela ainda conta que os lasers são usados em uma terapia chamada fotobiomodulação, que acelera a cicatrização após cirurgias, reduz a dor e o inchaço após a cirurgia, além de ajudar em tratamentos de lesões como afta, herpes e mucosite, uma inflamação que acomete pacientes oncológicos que estão recebendo quimioterapia ou radioterapia na cabeça ou pescoço. Além disso, o laser, em conjunto com um corante azul, usado na terapia fotodinâmica antimicrobiana, serve para matar micro-organismos, bactérias, vírus e fungos. “Essa terapia pode ser utilizada no tratamento periodontal, de problemas de inflamação gengival, na endodontia, que é o tratamento de canal, na fase de descontaminação do canal e também na descontaminação de dentaduras.” A professora explica que, para o tratamento de fotobiomodulação, o laser deve ser aplicado imediatamente após a cirurgia e, depois, as aplicações são repetidas durante as semanas seguintes. No caso dos pacientes com mucosite, eles recebem a aplicação no próprio hospital. Na terapia fotodinâmica antimicrobiana, a gengiva ou o canal do dente é irrigado com corante azul e, em seguida, é aplicado o laser. Vai haver uma reação fotoquímica, que mata as bactérias. E, no caso de cirurgias a laser, ele age com o calor, que é controlado, para não se dissipar para os outros tecidos. Nesses casos, a maioria dos tratamentos com laser é complementar ao tratamento convencional e aplicado no pós-operatório. Por isso, a utilização dos lasers traz algumas vantagens, como reduzir a necessidade de medicamentos, “já que ele tem um efeito anti-inflamatório e analgésico, de redução de dor, e também acelera a cicatrização da cirurgia”. Além disso, cirurgia a laser, na maioria das vezes, não necessita de sutura, ou seja, não é preciso dar pontos no local e o pós-operatório é semelhante ao convencional. Carla garante que os lasers cirúrgicos são seguros, “já que o calor aplicado é bastante controlado”. Ela ressalta que muitos pacientes têm medo em utilizar o laser, pensando que ele pode provocar câncer. Mas destaca que não há perigo algum. “Se pensarmos no espectro eletromagnético da luz, o espectro da luz visível seria as cores do arco-íris, começando no vermelho e terminando no violeta. As radiações de laser utilizadas na odontologia estão no infravermelho, no vermelho, enquanto as radiações que causam câncer estão na outra ponta, que são raios ultravioleta. Então, é uma radiação bem distante daquelas que causam câncer ou alguma alteração em DNA.” No caso de cirurgias realizadas com o laser de alta intensidade, a recuperação é semelhante a uma cirurgia convencional, explica a professora. “Já quando se utiliza o laser de baixa intensidade, para acelerar a cicatrização de feridas, é possível ter uma recuperação mais rápida, com menos dor e com uma melhor qualidade de vida para o paciente”, destaca. Ela ainda garante que não há efeitos colaterais no uso do laser e que a única desvantagem do laser é que ele pode causar danos na retina. “Portanto, em qualquer procedimento realizado a laser, todas as pessoas presentes na sala devem utilizar os óculos de proteção”, alerta a professora. Carla ainda ressalta que pacientes oncológicos, que vão passar por quimioterapia ou radioterapia de cabeça e pescoço, devem procurar um profissional que aplique laser,

8 min1 w ago
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Momento Odontologia #77: Uso de laser na odontologia pode ajudar pacientes oncológicos

Momento Odontologia #76: Quatro a cada dez crianças apresentam algum tipo de malformação no esmalte dentário

Nossos dentes, quando estão se formando, estão sujeitos a diversos tipos de problemas, desde aqueles causados por doenças sistêmicas e traumas locais até mutações genéticas. Esses problemas podem fazer com que apareçam defeitos nos dentes, entre eles no desenvolvimento do esmalte, a parte mais visível do dente. No programa Momento Odontologia desta semana, o professor Fabrício Kitazono de Carvalho, do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, fala sobre o esmalte dentário e os defeitos mais comuns na sua formação. Carvalho explica que o esmalte dentário é o tecido mais duro de todo o corpo humano, e é a parte visível dos dentes. Enquanto os ossos têm por volta de 70% de conteúdo mineral, no esmalte são mais de 95%. Outra característica do esmalte é o de não se regenerar espontaneamente, ou seja, uma vez formado e consolidado, já não se forma mais. “Em outras palavras, não cicatriza nem se repara, no máximo ganha minerais superficialmente, geralmente da nossa própria saliva.” Carvalho lembra que esses defeitos podem aparecer na cavidade bucal da criança como manchas esbranquiçadas ou amareladas, ou mesmo com uma fenda ou fossa na sua superfície, que deveria ser brilhante e lisa. “Os defeitos do esmalte dentário podem levar a outros problemas, como aumento da sensibilidade dolorosa, o risco à cárie e de fraturas, impactando na estética bucal e na qualidade de vida das crianças que os possuem.” Dados da literatura mostram que ao somar todos os tipos de defeitos de desenvolvimento quatro a cada dez crianças até 12 anos de idade devem apresentar algum tipo de malformação de esmalte dentário visível. Esses defeitos se apresentam em dois grupos: a hipoplasia de esmalte, quando o dente apresenta alguma fenda, fossa, ranhura ou um “buraco” na superfície do esmalte. E a hipomineralização de esmalte, quando a forma e contorno do dente são normais, mas sua superfície aparece com algum tipo de mancha ou opacidade de cor diferente do normal. O mais comum é esses defeitos aparecerem num único dente, mas também podem aparecer em mais de um e muito raramente em todos, tanto nos de leite como nos permanentes. “Existe a amelogênese imperfeita, uma desordem genética-hereditária raríssima, que leva a alterações em todos os dentes, tanto nos de leite como nos permanentes, causando muitos problemas clínicos aos seus portadores.” A causa mais comum para defeitos do esmalte dentário em vários dentes ao mesmo tempo é a fluorose dentária, que aparece em vários grupos de dentes permanentes ao mesmo tempo e é resultado da ingestão em quantidade maior que a recomendada de fluoretos durante a infância. Os fluoretos estão presentes na água que bebemos e nas pastas de dente, por isso “os órgãos responsáveis devem dosar e controlar rigorosamente a quantidade de fluoretos na água de abastecimento, e, em casa, devemos tomar bastante cuidado para não usar uma quantidade exagerada de pasta de dente quando vamos escovar os dentes das nossas crianças, e muito menos deixá-las comer pasta de dente, o que pode ser muito mais comum do que imaginamos”. A Hipomineralização Molar-Incisivo, ou HMI, é um tipo mais específico de hipomineralização, ou seja, um defeito na qualidade do esmalte, que se apresenta com uma deficiência no seu conteúdo mineral, caracterizada por uma mancha bem demarcada, de cor que pode variar entre um branco mais pálido a até um amarelado ou mesmo acastanhado. Essa mancha lembra o aspecto de um giz ou mesmo como se o dente estivesse formado em algum lugar por farinha ou cal. “Na HMI o esmalte pode ficar quebradiço e muito poroso, causando na criança muitas vezes sintomatologia dolorosa e muita facilidade para quebrar e maior risco para aparecimento de cárie. A HMI é bastante comum, com uma média de cerca de 20% de prevalência no Brasil e no mundo. Ou seja, cerca de uma a cada cinco crianças acima de 6 anos de idade pode apresentar este tipo de problema de esmalte. O professor lembra que as

9 min2 w ago
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Momento Odontologia #76: Quatro a cada dez crianças apresentam algum tipo de malformação no esmalte dentário

Momento Odontologia #75: Tratamentos ortodônticos trazem inúmeros benefícios também para pacientes adultos

É comum escutar que os tratamentos ortodônticos, como a fixação de aparelhos, por exemplo, devem ser realizados durante a infância ou adolescência, já que se tem a impressão que, quanto mais velho a pessoa fica, há menos chances de o tratamento dar certo. Mas isso não é verdade. “É possível, sim, colocar aparelho ortodôntico em qualquer idade”, diz a professora Lylian Kazumi Kanashiro, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. O aparelho ortodôntico no adulto pode ser indicado em muitas situações, seja para melhorar a estética, nos casos em que o paciente perdeu um dente, ou então para buscar uma mordida mais equilibrada. A professora explica que existem algumas diferenças no tratamento ortodôntico de um adulto para o de uma criança ou adolescente. A primeira diz respeito à complexidade do problema, já que, “na criança, a oclusão ainda está em desenvolvimento, então, ela tende a ser menos complexa”. Já a segunda diferença acontece nas situações em ...

9 minOCT 26
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Momento Odontologia #75: Tratamentos ortodônticos trazem inúmeros benefícios também para pacientes adultos

Momento Odontologia # 74: Pacientes oncológicos precisam de tratamento bucal diferenciado

O tratamento do câncer é sempre um momento delicado na vida do paciente. Mas, nesse período, é importantíssimo manter a higiene em dia, com cuidados ainda mais especiais com a saúde bucal, que pode ter graves prejuízos por conta dos procedimentos feitos contra a doença. Sobre esses cuidados, o Momento Odontologia ouviu o professor Paulo Sérgio da Silva Santos, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP. O especialista explicou que, se necessário tratamento bucal, este deve ser feito antes da quimioterapia ou radioterapia, especialmente quando o câncer é na região da cabeça e do pescoço, pois “as infecções presentes na boca podem se agravar e causar complicações ainda mais graves”. Além disso, diz o professor, é preciso manter os cuidados durante o tratamento, pois há possibilidade de surgirem outros problemas. Um deles é a mucosite oral, que são úlceras na boca, decorrentes da quimioterapia ou radioterapia, “que comprometem a saúde bucal do pacien...

8 minOCT 19
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Momento Odontologia # 74: Pacientes oncológicos precisam de tratamento bucal diferenciado

Momento Odontologia #73: Afta pode aparecer em qualquer região da boca e incomoda bastante, mas existe tratamento

Com certeza você já teve na boca aquela feridinha arredondada, branco amarelada no centro e com uma mancha avermelhada ao redor, a chamada afta. Ela pode aparecer na língua, nas bochechas, no céu da boca e até na garganta, e incomoda bastante. Para entender as causas das aftas, que também são conhecidas como úlceras aftosas recorrentes, o programa Momento Odontologia desta semana recebeu a pós-doutoranda em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, Maya Fernanda Manfrin Arnez, Segundo a professora, a afta é “definida como uma úlcera, que varia de tamanho, quantidade e que pode aparecer em qualquer região da boca”. Suas causas podem ser variadas, como traumas locais, infecções, alergias ou alterações fisiológicas, metabólicas e até mesmo emocionais. Qualquer pessoa pode ter afta, mas a professora destaca que elas “são mais comuns em pessoas do sexo feminino”. Ela ocorre mais na infância e na adolescência e até mesmo na vi...

2 minOCT 5
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Momento Odontologia #73: Afta pode aparecer em qualquer região da boca e incomoda bastante, mas existe tratamento

Momento Odontologia #72: Os fumantes têm 85% mais chances de desenvolver periodontite do que os não fumantes

A periodontite é uma doença inflamatória crônica, que afeta a gengiva e o osso, que são tecidos que dão suporte aos dentes. Essa infecção é causada por bactérias e, se não for tratada corretamente, pode levar até mesmo à perda de dentes. Mas o problema pode ser ainda pior em pessoas fumantes, segundo a professora Marinella Holzhausen Caldeira, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, convidada do Momento Odontologia desta semana. “O tabagismo enfraquece o nosso sistema imunológico, ou seja, pode diminuir a proteção do nosso organismo no combate contra as bactérias que causam a periodontite.” Além disso, ela lembra que “a incidência de periodontite em fumantes é muito alta”. Segundo a professora, os fumantes têm 85% mais de chances de desenvolver o problema do que uma pessoa não fumante. Outro fator de risco neste caso é que “fumantes podem ter resultados desfavoráveis no tratamento da periodontite” A prevenção da doença depende da adoção de bons h...

5 minSEP 28
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Momento Odontologia #72: Os fumantes têm 85% mais chances de desenvolver periodontite do que os não fumantes

Momento Odontologia #71: Problemas de saúde bucal podem facilitar a progressão da obesidade

A obesidade é uma doença que já se tornou um problema de saúde pública, por conta de sua gravidade e prevalência. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 55% da população está com excesso de peso, enquanto quase 20% está obesa. Além de afetar a saúde de uma forma geral, a obesidade também pode estar relacionada à saúde bucal do indivíduo. É que “a obesidade é uma doença inflamatória e crônica, e pode estar relacionada a problemas da saúde bucal com a mesma natureza”, como explica Silvia Perez, professora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, no Momento Odontologia desta semana. Entre os problemas bucais relacionados à obesidade estão a doença periodontal e a cárie dentária, por exemplo. A professora ainda alerta para o problema conhecido como erosão, que é o desgaste da superfície externa dos dentes, causado por alimentos ácidos. Outro problema é o bruxismo, já que “o indivíduo obeso, muitas vezes, tem um certo ...

8 minSEP 21
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Momento Odontologia #71: Problemas de saúde bucal podem facilitar a progressão da obesidade

Momento Odontologia #70: Higienização correta da boca pode evitar a língua saburrosa e o mau hálito

As crianças até os 7 ou 8 anos ainda não apresentam a destreza motora necessária para a correta higienização bucal, incluindo a língua. Assim, é comum aparecer a língua saburrosa. Outra alteração comum na língua são as fissuras. Essas duas alterações são os temas do Momento Odontologia desta semana, com Gisele Carvalho Inácio, doutoranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da USP em Ribeirão Preto. Gisele explica que a língua saburrosa é uma alteração benigna da língua, em que, clinicamente, pode-se observar áreas esbranquiçadas que aparecem por conta do acúmulo de placa bacteriana e restos alimentares, que se depositam na superfície da língua por falta de higiene. “Geralmente, o paciente não apresenta dor ou incômodo, mas pode alterar o paladar e causar mau hálito.” O tratamento é baseado na higienização correta da língua, com uso de escova dental ou raspador de língua. Já a língua fissurada é uma alteração comum e se apresenta ...

3 minSEP 14
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Momento Odontologia #70: Higienização correta da boca pode evitar a língua saburrosa e o mau hálito

Momento Odontologia #69: Odontologia Legal se consolida e se expande como campo de atuação para o cirurgião-dentista

A odontologia, como muitos sabem, conta com várias áreas de atuação. Uma delas é a Odontologia Legal, como prevê o inciso 4° do artigo 6° da Lei 5.081, que regulamenta o exercício da profissão do cirurgião-dentista. Nos últimos anos, o odontólogo legal esteve presente em casos de grande repercussão, como acidentes aéreos e a tragédia em Brumadinho. “A odontologia forense é um campo de atuação pericial do cirurgião-dentista”, explica o professor Rogério Nogueira de Oliveira, do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, ao Momento Odontologia desta semana. Segundo Oliveira, o trabalho é amplo, já que vai “desde a identificação humana até atribuições da deontologia, o estudo dos direitos e deveres no campo da atuação profissional”. A especialização na área cresceu bastante e Oliveira acredita que o aprofundamento desse campo de atuação está avançado, já que “tem uma consolidação e cursos de formação pelo B...

9 minAUG 31
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Momento Odontologia #78: Estresse causado pela pandemia pode trazer problemas para a mandíbula

A Disfunção Temporomandibular, também conhecida como DTM, não é muito comum ao público em geral, mas pode trazer uma série de problemas na região mandibular, aquela que fica na face e é uma das responsáveis pelo movimento da nossa boca. Além disso, a pandemia de covid-19 pode ter uma ligação direta com essa condição, além de prejudicar e trazer problemas para os movimentos da mandíbula. É o que conta o pesquisador Fernando Rodrigues de Carvalho, do Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no Momento Odontologia desta semana. “A DTM tem forte associação com estresse e, neste momento de pandemia, em que estamos sob forte estresse, seja por medo ou por insegurança quanto ao contágio, ou até mesmo por questões sociais, com perda de emprego e renda, isso pode ocasionar um aumento na tensão muscular, na região da face, ocasionando a dor”, destaca Carvalho. Entre os sintomas presentes na DTM estão a dor na face, ou na região da articulação temporomandibular, que faz a conexão da mandíbula com a cabeça; dificuldade e dor na abertura da boca; crepitação, que é a sensação de ter areia nessa articulação; dores na lateral da cabeça frequentes e a dificuldade na mastigação. O professor ressalta que “existem vários fatores que ocasionam a disfunção temporomandibular”. Um dos motivos seria um trauma direto na região da articulação. Fatores emocionais, como estresse, ou sistêmicos, como uma artrite reumatoide, também podem ocasionar o problema. Além disso, o professor ressalta como possível fator hábitos parafuncionais, como o bruxismo. Mas ele alerta que uma doença é diferente da outra. “A pessoa que tem bruxismo não necessariamente tem DTM”, frisa. A DTM pode trazer algumas consequências para o paciente, como a diminuição na capacidade de realizar atividades, como mastigação, deglutição e fonação. “Mas, além disso, ela ainda prejudica na qualidade do sono, diminui a capacidade laboral, ocasionando um quadro depressivo, diminuindo a qualidade de vida”, alerta Carvalho. Para evitar a doença, o professor destaca que o importante é ter uma vida saudável, controlando o estresse e tendo hábitos saudáveis de alimentação, além de praticar exercícios físicos e ter boa qualidade e tempo de sono. Por ter vários fatores que podem ocasionar o problema, também existem vários tipos de tratamento, “isso vai depender do tipo da Disfunção Temporomandibular que o paciente apresenta”, ressalta o professor. Entre os tratamentos mais populares estão o uso de relaxantes musculares, a terapia comportamental cognitiva, que ajuda a diminuir o estresse, o uso de placas interoclusais, que são placas que ficam entre os dentes, e a terapia a laser. Para Patrícia Moreira de Freitas, professora do Departamento de Dentística e coresponsável pelo Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da FO-USP, o uso de laser é um dos mais recomendados. É que, “com essa fonte de luz, nós conseguimos realizar a terapia de fotobiomodulação, capaz de promover analgesia, modulação de processo inflamatório e acelerar o processo de cicatrização”, destaca ela. Por conta disso, o paciente apresenta menos dor e também aumenta e melhora a amplitude dos movimentos de mandíbula. A terapia por laser é oferecida tanto no serviço público quanto no privado, mas a professora destaca que “é importante entender que ela não pode ser feita de forma isolada, mas, sim, associada a outras abordagens na DTM”. Ouça este episódio do Momento Odontologia na íntegra no player acima. Momento Odontologia Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) Edição Sonora: Gabriel Soares Edição Geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: segunda-feira, às 8h05 Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para And

7 min1 d ago
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Momento Odontologia #78: Estresse causado pela pandemia pode trazer problemas para a mandíbula

Momento Odontologia #77: Uso de laser na odontologia pode ajudar pacientes oncológicos

O laser está cada vez mais presente em várias áreas da saúde e para diversas finalidades, inclusive na odontologia. Ele pode ser usado no clareamento dos dentes, cicatrização, cirurgias e até mesmo como forma de prevenção da mucosite, causada em pacientes oncológicos que estão fazendo tratamento de quimioterapia ou radioterapia na cabeça ou pescoço. “Eles são divididos em laser de alta intensidade, que são lasers cirúrgicos, que agem pelo calor, e os lasers de baixa intensidade, que aceleram o metabolismo das células no local irradiado e não agem pelo calor”, resume a professora Carla Damante, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, ao podcast Momento Odontologia. Ela ainda conta que os lasers são usados em uma terapia chamada fotobiomodulação, que acelera a cicatrização após cirurgias, reduz a dor e o inchaço após a cirurgia, além de ajudar em tratamentos de lesões como afta, herpes e mucosite, uma inflamação que acomete pacientes oncológicos que estão recebendo quimioterapia ou radioterapia na cabeça ou pescoço. Além disso, o laser, em conjunto com um corante azul, usado na terapia fotodinâmica antimicrobiana, serve para matar micro-organismos, bactérias, vírus e fungos. “Essa terapia pode ser utilizada no tratamento periodontal, de problemas de inflamação gengival, na endodontia, que é o tratamento de canal, na fase de descontaminação do canal e também na descontaminação de dentaduras.” A professora explica que, para o tratamento de fotobiomodulação, o laser deve ser aplicado imediatamente após a cirurgia e, depois, as aplicações são repetidas durante as semanas seguintes. No caso dos pacientes com mucosite, eles recebem a aplicação no próprio hospital. Na terapia fotodinâmica antimicrobiana, a gengiva ou o canal do dente é irrigado com corante azul e, em seguida, é aplicado o laser. Vai haver uma reação fotoquímica, que mata as bactérias. E, no caso de cirurgias a laser, ele age com o calor, que é controlado, para não se dissipar para os outros tecidos. Nesses casos, a maioria dos tratamentos com laser é complementar ao tratamento convencional e aplicado no pós-operatório. Por isso, a utilização dos lasers traz algumas vantagens, como reduzir a necessidade de medicamentos, “já que ele tem um efeito anti-inflamatório e analgésico, de redução de dor, e também acelera a cicatrização da cirurgia”. Além disso, cirurgia a laser, na maioria das vezes, não necessita de sutura, ou seja, não é preciso dar pontos no local e o pós-operatório é semelhante ao convencional. Carla garante que os lasers cirúrgicos são seguros, “já que o calor aplicado é bastante controlado”. Ela ressalta que muitos pacientes têm medo em utilizar o laser, pensando que ele pode provocar câncer. Mas destaca que não há perigo algum. “Se pensarmos no espectro eletromagnético da luz, o espectro da luz visível seria as cores do arco-íris, começando no vermelho e terminando no violeta. As radiações de laser utilizadas na odontologia estão no infravermelho, no vermelho, enquanto as radiações que causam câncer estão na outra ponta, que são raios ultravioleta. Então, é uma radiação bem distante daquelas que causam câncer ou alguma alteração em DNA.” No caso de cirurgias realizadas com o laser de alta intensidade, a recuperação é semelhante a uma cirurgia convencional, explica a professora. “Já quando se utiliza o laser de baixa intensidade, para acelerar a cicatrização de feridas, é possível ter uma recuperação mais rápida, com menos dor e com uma melhor qualidade de vida para o paciente”, destaca. Ela ainda garante que não há efeitos colaterais no uso do laser e que a única desvantagem do laser é que ele pode causar danos na retina. “Portanto, em qualquer procedimento realizado a laser, todas as pessoas presentes na sala devem utilizar os óculos de proteção”, alerta a professora. Carla ainda ressalta que pacientes oncológicos, que vão passar por quimioterapia ou radioterapia de cabeça e pescoço, devem procurar um profissional que aplique laser,

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Momento Odontologia #77: Uso de laser na odontologia pode ajudar pacientes oncológicos

Momento Odontologia #76: Quatro a cada dez crianças apresentam algum tipo de malformação no esmalte dentário

Nossos dentes, quando estão se formando, estão sujeitos a diversos tipos de problemas, desde aqueles causados por doenças sistêmicas e traumas locais até mutações genéticas. Esses problemas podem fazer com que apareçam defeitos nos dentes, entre eles no desenvolvimento do esmalte, a parte mais visível do dente. No programa Momento Odontologia desta semana, o professor Fabrício Kitazono de Carvalho, do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, fala sobre o esmalte dentário e os defeitos mais comuns na sua formação. Carvalho explica que o esmalte dentário é o tecido mais duro de todo o corpo humano, e é a parte visível dos dentes. Enquanto os ossos têm por volta de 70% de conteúdo mineral, no esmalte são mais de 95%. Outra característica do esmalte é o de não se regenerar espontaneamente, ou seja, uma vez formado e consolidado, já não se forma mais. “Em outras palavras, não cicatriza nem se repara, no máximo ganha minerais superficialmente, geralmente da nossa própria saliva.” Carvalho lembra que esses defeitos podem aparecer na cavidade bucal da criança como manchas esbranquiçadas ou amareladas, ou mesmo com uma fenda ou fossa na sua superfície, que deveria ser brilhante e lisa. “Os defeitos do esmalte dentário podem levar a outros problemas, como aumento da sensibilidade dolorosa, o risco à cárie e de fraturas, impactando na estética bucal e na qualidade de vida das crianças que os possuem.” Dados da literatura mostram que ao somar todos os tipos de defeitos de desenvolvimento quatro a cada dez crianças até 12 anos de idade devem apresentar algum tipo de malformação de esmalte dentário visível. Esses defeitos se apresentam em dois grupos: a hipoplasia de esmalte, quando o dente apresenta alguma fenda, fossa, ranhura ou um “buraco” na superfície do esmalte. E a hipomineralização de esmalte, quando a forma e contorno do dente são normais, mas sua superfície aparece com algum tipo de mancha ou opacidade de cor diferente do normal. O mais comum é esses defeitos aparecerem num único dente, mas também podem aparecer em mais de um e muito raramente em todos, tanto nos de leite como nos permanentes. “Existe a amelogênese imperfeita, uma desordem genética-hereditária raríssima, que leva a alterações em todos os dentes, tanto nos de leite como nos permanentes, causando muitos problemas clínicos aos seus portadores.” A causa mais comum para defeitos do esmalte dentário em vários dentes ao mesmo tempo é a fluorose dentária, que aparece em vários grupos de dentes permanentes ao mesmo tempo e é resultado da ingestão em quantidade maior que a recomendada de fluoretos durante a infância. Os fluoretos estão presentes na água que bebemos e nas pastas de dente, por isso “os órgãos responsáveis devem dosar e controlar rigorosamente a quantidade de fluoretos na água de abastecimento, e, em casa, devemos tomar bastante cuidado para não usar uma quantidade exagerada de pasta de dente quando vamos escovar os dentes das nossas crianças, e muito menos deixá-las comer pasta de dente, o que pode ser muito mais comum do que imaginamos”. A Hipomineralização Molar-Incisivo, ou HMI, é um tipo mais específico de hipomineralização, ou seja, um defeito na qualidade do esmalte, que se apresenta com uma deficiência no seu conteúdo mineral, caracterizada por uma mancha bem demarcada, de cor que pode variar entre um branco mais pálido a até um amarelado ou mesmo acastanhado. Essa mancha lembra o aspecto de um giz ou mesmo como se o dente estivesse formado em algum lugar por farinha ou cal. “Na HMI o esmalte pode ficar quebradiço e muito poroso, causando na criança muitas vezes sintomatologia dolorosa e muita facilidade para quebrar e maior risco para aparecimento de cárie. A HMI é bastante comum, com uma média de cerca de 20% de prevalência no Brasil e no mundo. Ou seja, cerca de uma a cada cinco crianças acima de 6 anos de idade pode apresentar este tipo de problema de esmalte. O professor lembra que as

9 min2 w ago
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Momento Odontologia #76: Quatro a cada dez crianças apresentam algum tipo de malformação no esmalte dentário

Momento Odontologia #75: Tratamentos ortodônticos trazem inúmeros benefícios também para pacientes adultos

É comum escutar que os tratamentos ortodônticos, como a fixação de aparelhos, por exemplo, devem ser realizados durante a infância ou adolescência, já que se tem a impressão que, quanto mais velho a pessoa fica, há menos chances de o tratamento dar certo. Mas isso não é verdade. “É possível, sim, colocar aparelho ortodôntico em qualquer idade”, diz a professora Lylian Kazumi Kanashiro, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. O aparelho ortodôntico no adulto pode ser indicado em muitas situações, seja para melhorar a estética, nos casos em que o paciente perdeu um dente, ou então para buscar uma mordida mais equilibrada. A professora explica que existem algumas diferenças no tratamento ortodôntico de um adulto para o de uma criança ou adolescente. A primeira diz respeito à complexidade do problema, já que, “na criança, a oclusão ainda está em desenvolvimento, então, ela tende a ser menos complexa”. Já a segunda diferença acontece nas situações em ...

9 minOCT 26
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Momento Odontologia # 74: Pacientes oncológicos precisam de tratamento bucal diferenciado

O tratamento do câncer é sempre um momento delicado na vida do paciente. Mas, nesse período, é importantíssimo manter a higiene em dia, com cuidados ainda mais especiais com a saúde bucal, que pode ter graves prejuízos por conta dos procedimentos feitos contra a doença. Sobre esses cuidados, o Momento Odontologia ouviu o professor Paulo Sérgio da Silva Santos, da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP. O especialista explicou que, se necessário tratamento bucal, este deve ser feito antes da quimioterapia ou radioterapia, especialmente quando o câncer é na região da cabeça e do pescoço, pois “as infecções presentes na boca podem se agravar e causar complicações ainda mais graves”. Além disso, diz o professor, é preciso manter os cuidados durante o tratamento, pois há possibilidade de surgirem outros problemas. Um deles é a mucosite oral, que são úlceras na boca, decorrentes da quimioterapia ou radioterapia, “que comprometem a saúde bucal do pacien...

8 minOCT 19
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Momento Odontologia # 74: Pacientes oncológicos precisam de tratamento bucal diferenciado

Momento Odontologia #73: Afta pode aparecer em qualquer região da boca e incomoda bastante, mas existe tratamento

Com certeza você já teve na boca aquela feridinha arredondada, branco amarelada no centro e com uma mancha avermelhada ao redor, a chamada afta. Ela pode aparecer na língua, nas bochechas, no céu da boca e até na garganta, e incomoda bastante. Para entender as causas das aftas, que também são conhecidas como úlceras aftosas recorrentes, o programa Momento Odontologia desta semana recebeu a pós-doutoranda em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, Maya Fernanda Manfrin Arnez, Segundo a professora, a afta é “definida como uma úlcera, que varia de tamanho, quantidade e que pode aparecer em qualquer região da boca”. Suas causas podem ser variadas, como traumas locais, infecções, alergias ou alterações fisiológicas, metabólicas e até mesmo emocionais. Qualquer pessoa pode ter afta, mas a professora destaca que elas “são mais comuns em pessoas do sexo feminino”. Ela ocorre mais na infância e na adolescência e até mesmo na vi...

2 minOCT 5
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Momento Odontologia #73: Afta pode aparecer em qualquer região da boca e incomoda bastante, mas existe tratamento

Momento Odontologia #72: Os fumantes têm 85% mais chances de desenvolver periodontite do que os não fumantes

A periodontite é uma doença inflamatória crônica, que afeta a gengiva e o osso, que são tecidos que dão suporte aos dentes. Essa infecção é causada por bactérias e, se não for tratada corretamente, pode levar até mesmo à perda de dentes. Mas o problema pode ser ainda pior em pessoas fumantes, segundo a professora Marinella Holzhausen Caldeira, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, convidada do Momento Odontologia desta semana. “O tabagismo enfraquece o nosso sistema imunológico, ou seja, pode diminuir a proteção do nosso organismo no combate contra as bactérias que causam a periodontite.” Além disso, ela lembra que “a incidência de periodontite em fumantes é muito alta”. Segundo a professora, os fumantes têm 85% mais de chances de desenvolver o problema do que uma pessoa não fumante. Outro fator de risco neste caso é que “fumantes podem ter resultados desfavoráveis no tratamento da periodontite” A prevenção da doença depende da adoção de bons h...

5 minSEP 28
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Momento Odontologia #72: Os fumantes têm 85% mais chances de desenvolver periodontite do que os não fumantes

Momento Odontologia #71: Problemas de saúde bucal podem facilitar a progressão da obesidade

A obesidade é uma doença que já se tornou um problema de saúde pública, por conta de sua gravidade e prevalência. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 55% da população está com excesso de peso, enquanto quase 20% está obesa. Além de afetar a saúde de uma forma geral, a obesidade também pode estar relacionada à saúde bucal do indivíduo. É que “a obesidade é uma doença inflamatória e crônica, e pode estar relacionada a problemas da saúde bucal com a mesma natureza”, como explica Silvia Perez, professora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, no Momento Odontologia desta semana. Entre os problemas bucais relacionados à obesidade estão a doença periodontal e a cárie dentária, por exemplo. A professora ainda alerta para o problema conhecido como erosão, que é o desgaste da superfície externa dos dentes, causado por alimentos ácidos. Outro problema é o bruxismo, já que “o indivíduo obeso, muitas vezes, tem um certo ...

8 minSEP 21
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Momento Odontologia #71: Problemas de saúde bucal podem facilitar a progressão da obesidade

Momento Odontologia #70: Higienização correta da boca pode evitar a língua saburrosa e o mau hálito

As crianças até os 7 ou 8 anos ainda não apresentam a destreza motora necessária para a correta higienização bucal, incluindo a língua. Assim, é comum aparecer a língua saburrosa. Outra alteração comum na língua são as fissuras. Essas duas alterações são os temas do Momento Odontologia desta semana, com Gisele Carvalho Inácio, doutoranda em Odontopediatria na Faculdade de Odontologia da USP em Ribeirão Preto. Gisele explica que a língua saburrosa é uma alteração benigna da língua, em que, clinicamente, pode-se observar áreas esbranquiçadas que aparecem por conta do acúmulo de placa bacteriana e restos alimentares, que se depositam na superfície da língua por falta de higiene. “Geralmente, o paciente não apresenta dor ou incômodo, mas pode alterar o paladar e causar mau hálito.” O tratamento é baseado na higienização correta da língua, com uso de escova dental ou raspador de língua. Já a língua fissurada é uma alteração comum e se apresenta ...

3 minSEP 14
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Momento Odontologia #70: Higienização correta da boca pode evitar a língua saburrosa e o mau hálito

Momento Odontologia #69: Odontologia Legal se consolida e se expande como campo de atuação para o cirurgião-dentista

A odontologia, como muitos sabem, conta com várias áreas de atuação. Uma delas é a Odontologia Legal, como prevê o inciso 4° do artigo 6° da Lei 5.081, que regulamenta o exercício da profissão do cirurgião-dentista. Nos últimos anos, o odontólogo legal esteve presente em casos de grande repercussão, como acidentes aéreos e a tragédia em Brumadinho. “A odontologia forense é um campo de atuação pericial do cirurgião-dentista”, explica o professor Rogério Nogueira de Oliveira, do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, ao Momento Odontologia desta semana. Segundo Oliveira, o trabalho é amplo, já que vai “desde a identificação humana até atribuições da deontologia, o estudo dos direitos e deveres no campo da atuação profissional”. A especialização na área cresceu bastante e Oliveira acredita que o aprofundamento desse campo de atuação está avançado, já que “tem uma consolidação e cursos de formação pelo B...

9 minAUG 31
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